ALL ARE WELCOME!

Here metaphysical genres of poetry, romantic, modern poetry and especially Gaucho (Gaucho). We have themes in Spanish and French. I'll love you forever My dear ... 3 years missed (in july) ... I left the Rio Grande in the last 10 january, but remains in my memory ..

sábado, 6 de março de 2010

Poesias de Março

Rumo a Porto Alegre (18-03-2010), Livre

Para cada minuto de nossas vidas vadias
Resta aqui o tumulto aventureiro que quero
Apurar pelas estradas, com o vento tão fresco
Que vai se aproximando a cada metro do sul
Pelo resto, pela alma, avançando os dias
Em cada parada, cada sorriso franco que espero
Contemplar na paisagem de saída a rica
Erva do cerrado, filha do santo e sagrado
Vila Real do bom senhor de Cuyabá
Que há de ser a inspiração até Cabul
Se assim preciso for nossa jornada

Meu destino é Porto Alegre
Mãe de todas as raças e brasões
Passo agora Rondonópolis, a tenra
Da planície em Mato Grosso, mas já é hora
Preciso abastecer pois sem o físico não se chega
Ao sonho de comigo levar aqueles que amo
E precisam conhecer essa chama ainda acesa
Que brilha em mim, mais branda e natural que dantes
E que flamejam contagiando os perigos desses caminhos
Tortuosos, rancorosos, amorosos...não sei mais
Só sei que me conduzem a este lugar, instintivamente
E assim perpetuará a cada passo e a cada curva...

Estamos em Coxim, abaixo da província que um dia
Foi unida na imensidão desse estado de oportunidades
Mais tarde São Gabriel vai sorrindo e derramando
Todo o pó que fica para trás...como nossos pensamentos
Que só pensam na terra prometida até que nos chega
A formosa capital provinciana para alegrar a festa
Campo Grande é assim, heróica em todos os momentos
Formando todos os contornos que nos levam enfim
Dourados como o ouro, que sempre inebria a fronte

Já tão cansados Novo Mundo se apresenta agora
Às margens do grande Paraná que abraça e recebe
As águas mais límpidas e temerosas da travessia tenaz
Ansiedade que consome, o ar é outro, é voraz

A dinâmica do carro que já marca tantas voltas
Do ponteiro desesperado que mal pode esperar
Por Cascavel, sem veneno, sem maldade, a espiar
Ou Toledo não deixa mentir, não temos orlas a banhar
Na humildade dos tapetes deslizamos e deliramos
Por Cândido Rondon que agora nos guia mundo afora
Até o Oásis de Francisco Beltrão, em seu solene e pouco
Impactante barracão, tríplice fronteira, onde linda e derradeira

Apresenta Santa Catarina, maravilha de Dionísio!
São Miguel do oeste me apetece meu corpo nu
Que mais parece frangalhos e nem descansou
Junto aos meus, vamos nutrir aquele que não é perene
Mas nos vai servir de agrado e propulsão ao inebriante santo solo
Que se aproxima sorrateiro, moleque, austero dualista
No punho do som misterioso de violinos chorosos que anunciam
Três cores a vista! Os farroupilhas voltaram!É o pavilhão que agora
Tremula firme sob o céu da terra que tudo cresce... O Rio Grande vem aí!
Iraí desço do tílburi neste momento... E ao santo pai agradeço pois teu solo
Piso agora, com amor e devoção, Frederico Westhphalen é o destino
Onde o sol está nascendo timidamente como o ressurgir de minh´alma
Que exulta de alegria ao girar as rodas até Sarandi
O coração palpitando devagarzinho, até o centro Carazinho
Que o prazer da grande máquina alada jamais irá proporcionar
Pois assim vejo as flores, os sorrisos, as pastagens, as paragens
As cilíndricas formas da uva,do fumo, do milho em pasta
Que aviva como o amor em meu peito, lá está Lajeado
E nesta serra vamos ladeira abaixo no sentido leste
São Leopoldo e Novo Hamburgo são os saldos desta epopéia
Que já dura três dias... falta pouco pai... nem mesmo o maratonista
Grego tem o afã que sinto agora pelo teu semblante...passa Canoas
Tuas lembranças são tantas, teu vôo foi tão alto e ela se aproxima
Agora...já posso ver...meu Deus as lágrimas me dominam..é ele
O Porto dos meus amores...é ela a valsa querida pois sexo não tens
És homem, és mulher, és riqueza, és imponente Porto Alegre
Orgulho dessa gente, o orvalho é brinde, o tilintar das taças
Sob o frio que agora faz que por loucuras inexplicáveis aquecem
Pois daqui farei a festa...o litoral...Imbé, Tramandaí, Torres que tal?
Ou a agitada calmaria da serra, Gramado, São Francisco, Canela?
Não sei pai, só sei que quero estar junto a ti
E que os meus se sintam em casa, e assim será
Já que o tempo é curto e tenho todo o caminho de volta
É célere eu sei...tu voltarás...calo-me...em breve
Oro agora...e nada mais.

LAP


Áurea (18-03-2010)

Aqueles braços negros
Que o Brasil de Pedro II
Fez calejar
Malogros
Da pompa imperial
Que ao maltratar
Altiva-se
Sob as sombras
Das madeixas confusas
O mesmo punho tão forte
Que serve o café torrado
Da pilhéria e da audácia
Humana

Na bonança
Da corte
A cólera iminente
Que tantos sufrágios
Causou à tua plebe
Na forma de ironias
Sabotantes e golpistas
Ou daqueles que pediam
A morte
A saciar agonias
Nada altruístas
E que nos fachos azuis
De sonhos carentes
Da bondade do pai
Ao mínimo laço de fita
Amarelos e azuis não importam
A mirar a criancice
Daqueles olhos que arrebatam

Sois príncipe do amor bastardo
Que até aqui trouxeste
Já tão atabalhoado
E regalaram todas as angustias
Que outrora dissestes

Em tamanha balburdia

O amor veste grená
A amizade escarlate
A ternura caro vinho
E paixões quiçá...

Pelo lilás das faces
Mais rubras que
O sangue que poupaste
A prova
De finos talhes
E garboso fraque
Sisudo atrás dos bigodes
Que escondem a solidão
A corja,
E o recomeçar...

Apiacás-MT


As bodas são assim... (05-03-2010)

O tempo passa
Implacável
Inexorável
Só não mais
Que aquele que
Trespassa
No calor de
Cada olhar
Na doçura desses
Toques
De loucuras
Avivar

Somos agora
De açúcar
Na doçura
Saltitante
Que inunda o
Pavilhão do firmamento
São seis os
Nossos “vivas!”
De glória
Salutar
Não como
Outrora
Mas no olfato
De tulipas
festejar

Enfim
As bodas são assim
São águas claras
E profundas
Nos prantos
De seios morenos
Que desnudam
A translucidez
Ao longo dos tempos
Ares e ventos
Infames
Mundanos e profanos
Do amor
Mais puro que existe
Que não se faz
De ouro nem prata
Mas da força
Da chibata
Do suor do
Corpo ardente...
No presente que
Se faz perene
Incólume furor
Dos ares do oeste
Que brilham
Cintilam e rutilam
A farsa
A imensa ilusão
De esperar por ti
Nas noites de solidão...

Como é rico
E prolixo
O perfume
De cada gesto
Das veias e ventos
Delirantes
De pleno costume
Do nosso
Progresso
Que é visto e notado
E de parco
Alarido.

É por isso que o gypso
É a pedra cortesã
Que roga aos
Seres celestes
Abençoem
Este amor
Zela e resguarda
Sem fleuma
E bravata
A certeza
Do amanhã...


Em seis estrofes...(2004-2010), LAP

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Crônica Fevereiro

A terceira carta

EDGAR ADÃO POTH

Pai,
Esta é a terceira vez que te escrevo....mas já não tenho palavras...a voz abrandou. Que essa crônica seja o calcário do meu solo, a luz da minha nova face, resplandecida por aquilo que aprendi para superar o insuperável...Que o anseio do meu pranto vá de encontro ao teu e que tua vida infra relatada seja o ânimo que tanto aguardo... Desculpe-me....e obrigado sempre...
Nasceu em Porto Alegre-RS, a 05 de Abril do ano de mil novecentos e vinte e quatro, filho de Adão Paulo Poth e Erna Christmann Poth, ele contador e bancário, ela, do lar. Teve uma criação tipicamente alemã, aprendendo o idioma ainda jovem, na casa dos avós onde só assim se falava. Essa se tornou sua marca, sua cultura durante toda a vida... Ainda muito jovem, desenvolveu a habilidade de desenhista e colaborava com as despesas de casa com seu oficio, sempre destinando metade de seus rendimentos para suas economias. Concluiu tão somente o equivalente hoje ao ensino fundamental, mas sua astúcia e perspicácia encantavam.
Casou-se aos vinte e oito anos com Dulce Cobre, que passou a se chamar Dulce Cobre Poth, seis anos mais moça. Adquiriu sua casa própria, fruto de suas economias e, dois anos mais tarde nasce o primogênito, Ernani Poth, em 1954, fruto daquele amor tão bonito. Seis anos mais tarde, em 1960, nasce a segunda e última peça da prole, Denise Poth. Deu uma educação rigorosa aos filhos, mas sempre muito responsável e ensinando principalmente como administrar as finanças, pelo exemplo que foi.
Anos mais tarde, resolve continuar no ramo, investindo em sua própria empresa de publicidade. Em parceria com seu pai, constroem o prédio próprio da Edapo Propaganda, que mais tarde se chamaria EAP Propaganda Ltda, suas iniciais. Perde seu pai em 1972. Em 1986 afasta-se das atividades da empresa para o merecido descanso, quando constrói sua casa no litoral norte gaúcho no município de Imbé, a qual sua esposa tanto desejava, decorado em motivos sulistas, pela paixão ao Rio Grande do Sul que sempre sustentou. Por fatalidade do destino, Dulce, ainda jovem aos 58 anos, deixa o mundo carnal em outubro de 1988, vítima de cirrose hepática, mal conhecendo a segunda neta, nascida 98 dias antes.
Viúvo aos 64 anos, após trinta e seis anos de amor, a solidão o avassalou. Somente em 1991, aos 67, conhece Eunice Fortes Mór e se casa novamente. Foi um amor tantas vezes conturbado, porém revigorante e translúcido. Fez várias viagens a Fortaleza no Ceará onde residia a filha de sua nova esposa. Sempre desenvolvendo o dom da pintura teve uma fase fértil nos anos 90, criando belas telas da serra gaúcha dentre outros motivos praianos ou gauchescos. Tinha imenso gosto pela arte da dança e nela divertia-se sempre como jovens, ao lado da esposa. Perde a mãe no ano de 1996.
Essa alegria foi contida em fevereiro de 2005, quando derrotada por um câncer de pâncreas, Eunice parte para o plano espiritual. Essa solidão o acompanhou até o fim de seus dias...
De hábitos atléticos e alimentação controlada, sempre elegante, exímio velejador, tentou seguir a vida com a mesma disposição de sempre. Mesmo aos 84 anos de idade, no verão de 2009, esbanjava energia banhando-se ao mar e dirigindo normalmente. Desenvolveu em função da idade uma pequena perda auditiva, mas que tratava com bom humor.
Já a muito lamentava a imensa saudade das mulheres que tanto amou e que o deixaram, em especial sua mãe. Sozinho, na casa que viveu por 57 anos, foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) na manhã do dia 09 de julho do ano do senhor de dois mil e nove, no rigor do inverno gaúcho. Mesmo socorrido por seus filhos, o brilho se fez pó e alçou o contraponto da sublimidade... deixa o corpo carnal na cidade de Canoas-RS, na noite do mesmo fatídico dia nove, aos 85 anos, 3 meses e 4 dias, de uma vida plena de conquistas, independência e profissionalismo, deixando os dois filhos, uma irmã e cinco netos.
Viveu de uma maneira muito peculiar, própria de sua personalidade forte e marcante. Não chegou a conhecer sua tão sonhada Alemanha...Deus quis assim...Quanta falta fazem teus conselhos...mesmo em tua voz tantas vezes repreensiva, a qual tanto me orientei. Parabéns sempre por tudo que conquistastes, pela memória imaculada que trataremos de honrar para sempre, tu és meu herói, tu és único, insubstituível...
Descanse meu velho, que o celestial está contigo...
Beijos serenos e saudosos.......Leonardo A.Poth, 20-02-10 (Breve relato biográfico)
V.B.S.T

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Poesias 2010

Vamos iniciar bem com uma das mais belas telas literárias de Neruda, é uma maravilha...

QUEDA PROHIBIDO !

Queda prohibido llorar sin aprender,

levantarte un día sin saber que hacer,

tener miedo a tus recuerdos.

Queda prohibido no sonreír a los problemas,

no luchar por lo que quieres,

abandonarlo todo por miedo,

no convertir en realidad tus sueños.

Queda prohibido no demostrar tu amor,

hacer que alguien pague tus deudas y el mal humor.

Queda prohibido dejar a tus amigos,

no intentar comprender lo que vivieron juntos,

llamarles solo cuando los necesitas.

Queda prohibido no ser tú ante la gente,

fingir ante las personas que no te importan,

hacerte el gracioso con tal de que te recuerden,

olvidar a toda la gente que te quiere.

Queda prohibido no hacer las cosas por ti mismo,

tener miedo a la vida y a sus compromisos,

no vivir cada día como si fuera un ultimo suspiro.

Queda prohibido echar a alguien de menos sin

alegrarte, olvidar sus ojos, su risa,

todo porque sus caminos han dejado de abrazarse,

olvidar su pasado y pagarlo con su presente.

Queda prohibido no intentar comprender a las personas,

pensar que sus vidas valen mas que la tuya,

no saber que cada uno tiene su camino y su dicha.

Queda prohibido no crear tu historia,

no tener un momento para la gente que te necesita,

no comprender que lo que la vida te da, también te lo quita.

Queda prohibido no buscar tu felicidad,

no vivir tu vida con una actitud positiva,

no pensar en que podemos ser mejores,

no sentir que sin ti este mundo no sería igual.

Atribuido a Pablo Neruda, aunque esto es cada vez más incierto...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Poesia Novembro

Eu sempre me machuco... (24-11-09) Livre

Deste mesmo lugar
De tantas lembranças
Do tempo que não mais soia
Que a mais de década
Prometi deixar

A cada objeto que me vem à mente
A cada lugar por onde sei que passastes
A cada frase que um dia
Proferistes aos meus ouvidos
Para meu bem ou o mal inexistente
Que a garganta falseia nos dias de agora
O perdão que quero pedir
E que sei já ouvistes
Não nesta vida maltrapilha
Lá na nossa real origem
O grande mistério...
Diz que ouviu ó pai,
Pois ao pensar que não
Eu me machuco

Todas as suplicas agora
São mais reais que dantes
Todavia não gracejo teu olhar
Tua reação por pior que fosse
Aqui tudo é teu jeito, teu cheiro
Ou acolá tanto faz
Onde quer que eu vá
Mais que um aviso
É o caminho de toda uma vida
Mais que um pedido
É uma razão de ser

O meu ser parece mais uma ilha
Isolado, resoluto
Envolto por um mar de incertezas
E lagrimas que não findam
De nostalgia, imensa saudade de ti

Ó meu velho, me dê um único sorriso...
O derradeiro que seja
Conforta-me hoje pois sei
Que para a eternidade
Eu sempre me machuco...
Por querer viver o que já passou
Por achar que a vida não é finita
Mas de fato o é!
Meu coração é tolo
Sabe mas não reconhece
Sente e debulha
Padece e persiste
Sofre e não sorri...

Não quero mais falar
Pois essa tristeza me trespassa
Só fica a gana de tentar seguir
E a certeza de que
Por infortúnio
Sempre me machuco...

Leonardo Adam Poth, em S. J. Rio Claro, MT

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Poesias e Cronicas Outubro (4)

O Professor (22/10/09)

Dentre os maiores desafios da vida
Está o ensinar e o querer sempre aprender
A mais bela, mãe de todas, tão dividida
Querido professor, queremos nos render!

Aos teus sábios ensinamentos
Tua dedicação incansável
À força dos pensamentos
De caráter memorável

É no “cuspe e no giz”
Que tua luz se aviva
Serei sempre aprendiz
De nossa primeira diva

A escola, casa de dignidade
O mestre, condutor
A lousa, cortesã
Dos ideais de um professor
Da célere fertilidade
Da vocação, que nunca é vã

Seja nos números ou letras
Rodeado de mesas e carteiras
E de mentes frescas, sedentas
Que hoje te aplaudem barulhentas

Sempre será teu dia
Destinados por Deus
Não desiste, mantém a galhardia
E assim afastará o dia do adeus...

Singela homenagem ao dia do professor, 15-10
TNN


Tributo à Mercedes (07-10-09)

É luto continental. Sim, “La negra” emocionou todo esse avassalado continente por mais de quatro décadas. Até mesmo no exílio, nos refúgios europeus, longe de sua amada Argentina, cada lágrima de Mercedes, refletia o amor incondicional à America Latina. Quanta dor e comoção nos causa agora, o eco límpido e vazio de tua ausência, cala todos os corações apaixonados que tocaste.
Que saudade deixará negrita. A mais perfeita expressão da voz dos pobres. Gracias a La vida. Obrigado por tua existência Mercedes, ela é imortal. Não nos cansaremos de ouvir teu grito como legítimo pranto daqueles que oraram a Deus por dias melhores. De Sán Miguel de Tucumán, do chaco argentino, para o mundo. Iniciaste a carreira na cidade de Mendoza e teus olhos se fecharam, tua voz se calou, na esplendorosa Buenos Aires. Que tuas cinzas sejam o sal da terra do teu povo que te ama e tua alma tenha o mais abençoado e merecido descanso e que continue encantando os mais angelicais seres dos céus com a melodia que o próprio senhor te concedeu.
Mercedes Sosa sabia reconhecer a verdadeira poesia, como poetisa que foi. Dizia que todo poeta é um profeta divino, e que os poetas fingem não saber aquilo que tão bem conhecem. Quanta genialidade, que duetos magníficos! La guitarra chorava ao dedilhar dos acordes de cada gesto teu.
Canción de lãs pequeñas cosas. Cada detalhe de tua vida foi intenso. Não se deixou abater por nada, ofereceste teu coração a todos que te amaram, como eu. Solo Le pido a Dios, a guerra não abalará tua memória, nós prometemos. O idioma espanhol foi testemunha de cada palavra. Inconsciente colectivo, é o câncer de nossa América, nossas parcas atitudes, que tanto proclamastes. Volver a los 17, era o que fazias melhor, pois tua voz jamais envelheceu e era o grito dos jovens que conduzia. Los ojos azules y las manos de mi madre, são os olhos de nossa vanguarda, daqueles que nos preconizaram, de tu rica madrecita, que temprano mostraste o caminho do trabalho. Zamba para no morir, és tuya Razón de Vivir, que importalizará tuas canções, com o sangue do entardecer… La tristecita, são as mães de tua pátria, que ao proferir teu puro Corazón Mirando Al Sur, sempre voltado a este cantinho sul do mundo que tanto nos encanta.
Foste fuerte Mercedita, e te aplaudimos pela bravura que resististe em tuas agruras.
Duerme negrita...duerme. Vá com Deus, serenamente...teu coração agora é dele...a liberdade chegou...

Em memória ao falecimento em 04/10/09
De uma das melhores cantores que o mundo já ouviu, Mercedes Sosa.
Por: Leonardo A. Poth. P. Lacerda/MT/Brasil


Tão pequenina...(Livre – 11-10-09)

A uma família tão pequena
E tão rica que amo
E quero ver perpetuar
Restam nove deste nome alemão
E tão sul-brasileiro
De gente corajosa, destemida
Que valoriza este chão
E o próprio suor
Quem sabe um dia
Mesmo em outro plano
Longe desta vida fenomênica
Poderemos brindar a grande
Família que seremos
Feliz, fraterna e serena
E se o senhor assim o quiser
Sob as graças do bom e velho Rio Grande
E na lembrança daqueles que
Jamais esqueceremos
E que fizeram desse nome uma marca
Um ideal de vida
Que da Europa vieram para nosso deleite
E aqui deitaram seus corpos já cansados
A eles a nossa homenagem
Que essas quatro letras resumem
E dispensam maiores rodeios
Que consigamos ser eternos
Em boas mãos das quais me dispenso
Mas que sejamos felizes sempre
Ao som da voz dos que nos deixaram
E ao sorriso daqueles que carregam este nome
São tão poucos...
Mas somos um só!
Homenagem a família Poth

Especialmente, In Memorian:
Adam Paul Poth, 1900-1972
Dulce Cobre Poth, 1930-1988
Erna Christmann Poth, 1903-1996
Edgar Adão Poth, 1924-2009


Hoje e Sempre (06-10-2009)

Deus abençoe o Rio Grande do Sul
Hoje e sempre em nossa memória
Pois ainda não me acostumei sem ti
Não me deixes longe desse azul...

Azul tão fresco e outonal
Lapidado todinho de cinzel
Não me adapto a tantas partidas
Longinqua da beleza colossal
Que o altíssimo fez a pincel
Mas só me lembro em despedidas...

Se partir que seja sem eu ver
Se me deixares que seja lentamente
Não posso crer no todo a padecer
Diga adeus em compaixão latente

E para que eu não chore
Nem nos olhos me olhe
No momento de seguir a vida
Uma a uma, a cada ida...

Vende minha fronte senhor
Mesmo que a ti rogue
E suplique sem pudor
Por um instante de teu toque

Deixe-me na santa paz
De todos que amam esse chão
E arranca de mim o teu jugo
Ao longo da viagem tenaz
Com um único pedaço de pão
Que por hora é simplesmente tudo

Não me custa saber
Ou ao menos entender
A frase solta adormecer

Invente uma desculpa
Mas fique a distancia por favor
Pois não suporto mais um minuto
Dos muitos outros de culpa
Pelo desterro de meu labor
E a desgraça do mero defunto

Inspirado na voz do eterno boêmio
Altemar Dutra – “Vá com Deus”
Por Leonardo Adam Poth, Pontes e Lacerda/MT

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Prof. Leonardo Poth, em Asunción, PY

Poesias Agosto (2)

Pretérito Presente 3 (21-08-09)

Ao longe a mesma imagem
Única e patrona de todas demais
É ele sim não é vertigem
Que amo hoje e sempre mais

É aquele que surge sobre
A penumbra de olhos tristes
Cansados do erro torpe
Que congela o tempo que partiste

Os minutos, os segundos
O trem que enfim redunda
Nos trilhos de único destino
Que levam aloprados, insanos
Dessa existência defunta
Que agora recebe o castigo

Daquele que vive pelo outro
De rimas de terceira geração
De bravatas que se dizem sonetos
Ainda entrego a existência de mouro
No sentido longínquo da perdição
Onde cada letra é de cada momento...

Saudosista sim, solitário jamais
Pois depressão ou luxúria
O ápice ou o declive
É amor sem fim, dor não mais...
Que não me pertence, é espúria
E acorda o ataúde que vive

E se ainda vive
É por ele
E nada, nada mais...
E toda a corja que expire

A última estrofe é verdadeira
Mas será que ainda não sei?
É sentimento natural, não brincadeira
A languidez que se vá, agora bendizei

Que as cincas são pretéritos
E o presente, o nubente
Que tanto ousaram os méritos
De nosso sonho mais ardente

O sol não tarda a voltar
Os pássaros não são alquebráveis
Assim é nosso jeito de amar
Que no olhar constroem inexoráveis...

És simples e complexo
O mar de letras é vão
No beijo molhado, convexo
Que leva às favas o bordão!

Porque a consciência nos derrota?
Para levantarmos e aprender a ser humano

Falha alguma embaçará
Ou deveras logrará
Nem distância acabará
O que num encontro sugerimos
E que por tempos erigimos

Aos teus pés será pouco
São atos e não juras
Atitudes menos impuras
Que perpetuará o desejo louco

De amanhecer ao teu lado
À sombra da aurora latente
Afagar-te o velo macio
E a fragancia pomposa do bem amado
Alimento que peço humildemente
Caminhe ao meu lado, não é tardio...


Por: Leonardo Adam Poth, Água Boa


PORQUE?

Aqueles ventos murmurantes
Tantas ruas já vazias
O sonar musical é delirante
O corpo gélido e as mãos já frias

É nessa solidão que me encontro
No conforto sujo e pérfido
De repente estava ali tonto
Longe do que já tinha ido...

É daquele que voa que agora te vejo
Amiudar-se no afã de regressar
De uma vida ao som do realejo
Que vivi e nunca irá voltar...

Mas é naquele que bate que sinto
Outro conforto morno e tenaz
O sal da terra que tenho dito
E que dilapidou-me voraz

A mesma dor que vem
É o remédio daquela que vai
Tantas cartas sei que tens
No dilúvio sincero que cai

E sempre arrebanhou por ti
Desde o ingrato dia que parti
Do teu seio tênue e quente
Que jamais vi convalescente...

Os encontros tornaram-se despedidas
E os subalternos palmos que te ocultam
São o nada da eternidade que te espera
Eram frenéticas aquelas idas e vindas
Já não importam mais... redundam
Porque não vejo teus olhos na janela?

Porque indago noite e dia tua voz
A encontrar palavras que não existem
Razões levastes daquele tempo atroz
É consolo... tuas imagens não perecem

Em terra estranha apunhalaram o meu ser
E subtraíram o solo que me sustentava
Os alicerces me viram frios enlouquecer
Pelos dias que perpassam ... definhava

Interesses mundanos que agora cercam
Insubstituíveis aos retalhos que restaram
Pensamentos abalados que só pensam em ti
Que até nos sonhos alimentam... atormentam
E por toda uma existência terrena galgaram
O doce e triste toque em flor de colibri...

Tua genialidade é a marca
O dom das ricas artes
É a sublimidade casta
Que preparastes

Preciso de alento
As águas não tecem
A seiva secou
Onde está o alimento
Que agora me pedem
Acho que acabou...

Não foi isso que aprendi
Ao som da luz da juventude
Que ontem e hoje vi
E perpetuará de plena virtude

Um mês é pó no tempo que passa
No chamado divino ganhaste então
A eternidade que fútil ergue a taça
E “eufemisa” os sofrimentos de Adão...

É agora pai querido
Que a força enfim
Precisa vigorar
Eu preciso de você
E desse amor
Pra sempre...

Deste mesmo lugar te escrevi
Porque não leio tuas respostas?
Dilacerado mas agora revivi
Pois sei que ouves de mãos postas...

Cada lágrima é inútil
Fica o sorriso franco
E cada verso mil...

Porque seus conselhos se esquivam?
E esquifes deterioram essa imagem?
Porque teus braços se esqueceram
De afagar-me na paisagem?

Porque a luz se apagou aos olhos teus?
Já não vejo o brilho que vinha deles...
Admiração maior que todos os Orfeus
Que transcenderá pai...a todos eles

É a jura que me resta
Além do sublime ato de orar
E no correr da pena atesta
Que pra sempre irei te amar...

Homenagem póstuma a Edgar Adão Poth (1924-2009)
Sapezal, 10/08/09